quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Morte

Morte. O que julgo eu da morte?
Um pedaço de frio cercado pôr gelo
Seria a morte fria?
Não a temo. Tão pouco a quero.
Com ela me contento, não há outro jeito.
Passo dias e horas vazias
Passo horas e dias a vagar.
Meu corpo não me contempla.
Minha vida não sabe amar.
Meu destino é triste
Não sei cantar!
É pálida como a neve.
Vazia como nuvem ao luar
Nada nela me inspira nem o ato de expirar
Morte. Um breve fim
Um destino presente
A grande certeza constante
Não há vida sem morte
Nem morte sem vida
Só o frio no fim de tudo
Só o vento correndo o mundo!
Morte. Que se faz morte.

SINTO NÃO CONHECER

Sinto saudades do sorriso que não conheço,
Sinto saudades da boca que não beijei.
Sinto saudades das carícias que não conheci.
Sinto saudades do mel que eu não provei

Conhecê-lo-ei entre as montanhas, verdes do mar.
Conhecê-lo-ei entre o vento.
Conhecê-lo-ei nos campos belos
Conhecê-lo-ei de todas as formas; sempre o amar.

Sinto saudades de sua emoção
Sinto saudades de amá-lo, com louca paixão!
Sinto saudades de tê-lo em mim.
Sinto saudades de senti-lo enfim.

Conheço saudades de todas as formas
Conheci você de todos os jeitos
Sinto saudades de não lhe conhecer
Conheço saudades de conhecer você!